A mineração é o coração pulsante da economia global, suprindo desde o aço das construções até os chips da revolução tecnológica. Mas, por trás desse vigor, espreitam desafios monumentais: riscos ambientais, operacionais e de segurança que desafiam a sustentabilidade.
Nesse cenário, a gestão de risco emerge como um farol indispensável, guiando as empresas rumo à excelência e à preservação do planeta. Neste artigo, exploramos sua relevância, revisitamos tragédias que marcaram a história e destacamos como gerentes que podem ser os heróis dessa transformação, valendo-nos da expertise de Rogério Santiago, com mais de 32 anos no front da gestão/mitigação de riscos, e de Rodrigo Fernandes em conectar indústrias.
Mineradora Tucano
Um Escudo contra o Caos
Gerir riscos na mineração vai além de simplesmente cumprir normas: é um comprometimento e conscientização de antecipar perigos tangíveis e não tangíveis mais simples como: princípio de incêndio, operacionais, até os mais severos como desmoronamentos, explosões ou rompimentos de barragens. Esses imprevistos não só colocam vidas em risco, mas também deixam cicatrizes ambientais e financeiras. A boa notícia? A tecnologia entrou em campo. Sensores IoT, drones e inteligência artificial monitoram cada detalhe em tempo real, enquanto uma gestão integrada reforça a governança, alinhando lucros a um propósito maior: o bem-estar da sociedade.
Lições Gravadas em Tragédia
O Brasil já pagou um preço alto por negligenciar essa arte. Em 2015, o colapso da barragem de Fundão, em Mariana (MG), vitimou 19 pessoas e devastou a bacia do rio Doce, num dos maiores desastres ambientais do país. Três anos depois, em 2019, Brumadinho repetiu o drama: 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos soterrou mais de 300 vidas e manchou o rio Paraopeba. Essas marcas indeléveis nos ensinam que a ausência de um plano robusto transforma operações em catástrofes, um alerta que não podemos ignorar.
Os Gerentes como Guardiões
Aqui entram os gerentes, engenheiros de segurança, engenheiros de minas, geólogos, controladores do supervisório, dentre outros. Com três décadas de estrada, Rogério Santiago defende que a liderança deve cultivar uma cultura de prevenção, gerando relatórios embasados em normas internacionais, disseminando boas práticas em todas as camadas; por sua vez batendo na tecla que as palavras “Para Sempre e Nunca” não existem. Rodrigo Fernandes, por sua vez, destaca a ponte entre indústrias, unindo visões diversas. Juntos, sugerem:
● Capacitação de Elite: Treinar equipes com ferramentas preditivas para reagir com agilidade.
● Diálogo que Une: Facilitar a troca de experiências entre engenheiros, operários e comunidades, alinhando estratégias.
● Vigilância Ativa: Usar dados de IoT e drones para planos de contingência impecáveis.
● Parceria com a Sociedade: Envolver moradores (comunidades ribeirinhas) em ações de educação e evacuação, fortalecendo a resiliência.
Um Futuro Promissor
A gestão de risco na mineração não é apenas uma obrigação legal, é o passaporte para um crescimento sustentável. As lições de Mariana e Brumadinho gritam por ação, e com gerentes inspirados e tecnologia de ponta, o setor pode brilhar. Que tal transformar desafios em vitórias, construindo um legado de segurança e inovação? O futuro está nas mãos de quem ousa liderar com visão.
Artigo por:

Rogério Santiago
Head de Gestão de Riscos

Rodrigo Fernandes
Executivo de Contas e Relacionamento

